Com uma
história densa de contornos universais, São Tomé e
Príncipe constitui um mosaico cultural riquíssimo.
Sendo a população sãotomense resultado da
miscegenação entre portugueses e nativos oriundos da
costa do Golfo da Guiné, Angola, Cabo Verde e
Moçambique, assim se explica tal riqueza, bem
patente na sua cultura (no seu rico folclore, na
língua, na dança, na música, no seu ritual e na
gastronomia).
Na área arquitectónica, a fortaleza de São
Sebastião, a catedral da Santa Sé (Igreja da Sé),
situada ao lado do Palácio Presidencial, o Arquivo
Histórico e outros tantos edifícios de inspiração
barroca são espaços de visitas culturalmente
enriquecedoras. O Museu, situado na capital, possui
uma colecção de arte sacra e de reconstituição de
interiores tradicionais da época colonial.
Ao longo do ano, cumpre-se o ritual e a veneração
popular; são muitas as festividades religiosas
celebradas de acordo com as tradições da Igreja
católica e manifestações pagãs que animam as ruas
das principais cidades, vilas e luchans.
Entre várias formas de expressão cultural no
arquipélago, distinguem-se o genuíno Socopé (só com
o pé), a Ússua, Puita, Djambi, o Tchiloli, Bligá,
Stleva, Quiná, Vindes Meninos, Dêxa, Auto de
Floripes, entre outras.
A arte plástica é um fenómeno cultural novo para
Tomé e Príncipe. Pintores, escultores, artesãos de
talento não faltam. É possível encontrar artistas em
diversos lugares: em São Tomé na galeria Teia D'arte,
na roça São João, em Santa Casa da Misericórdia.
Quanto ao artesanato, um entreposto de venda está
aberto ao público ao lado do hotel Miramar. É de
assinalar também que vários hotéis, restaurantes e
bares propõem lugares de exposições e de vendas.