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  O suborno do Presidente ao Humbah  
 

“O suborno do Presidente ao Humbah

  

Em 2005 após uma doença prolongada falece, o pai de Humbah Aguiar.

Dois anos antes, Humbah tomou conhecimento da terrível doença, Tumor Maligno de 3º grau. O médico fala com ele e avisa que, a doença se encontra num estado avançado e que só um milagre, poderá salvar o seu pai...

- Quanto tempo falta?!

- Três meses... - respondeu-lhe, o médico.

Entre o desejo de largar tudo e acompanhar o pai nos últimos dias de vida e terminar o curso para presentear o pai com o seu Diploma de formação superior, antes que morra, porque sabia ele que seria algo que daria, ao pai, o maior orgulho; Assim, rezava apenas, para que os três meses se transformassem em três anos e pudesse concretizar o almejado.

Os três meses não se transformaram em três anos, mas em dois anos e Humbah, não terminou o curso a tempo. Acabando por falecer o seu pai, sem que ele pudesse apresentar, o diploma de formação superior.

Como o maior desejo do pai era, ser enterrado na sua terra natal, Humbah e os familiares, tentaram evidar os esforços para que o último desejo se concretizasse. Com ajuda de familiares e amigos, o último desejo do seu pai, realizado.

Depois desse período conturbado, Humbah Aguiar tenta recuperar a sua vida e volta à faculdade com o objectivo de terminar a licenciatura, cuja última etapa que era a defesa da tese final. No entanto, como tinha deixado de pagar as propinas, não lhe estava a ser permitido. Segundo as regras da universidade, só podia defender a tese final, quem tivesse as propinas em dia. E Humbah, ainda, devia a universidade, perto três mil euros. No fim de uma, longa, negociação com a direcção da faculdade, fora aberta uma excepção e foi permitida a defesa da tese, mas com uma contrapartida: Humbah, só poderia receber o diploma, depois de ter pago a, totalidade da, divida à universidade.

Embora trabalhando o, seu precário salário pagava-lhe as despesas mensais da casa, mas, não chegava para as propinas em atraso. Os familiares mais próximos, tendo tomado o conhecimento deste facto, tentaram apoiar o Humbah na busca dessa quantia, para que, também eles, pudessem ver o diploma do primeiro filho, do seu ente querido falecido.

De entre os contactos, surgi uma entrevista com o Presidente. Este último marca um encontro com Humbah, que hesita. Mas tendo sido aconselhado pelos seus familiares, que o convencem que o orgulho exagerado não o leva a lado nenhum, acaba por ceder e comparece ao encontro. Por outro lado, se o Presidente quisesse mesmo ajudar, como havia demonstrado, três mil euros, certamente, não seriam problema, tendo em conta que seria a título de empréstimo.

No dito encontro, o Presidente, começa por lhe contar da sua amizade com o seu falecido pai, - até que a política nos separou – rematou. De seguida dá a conhecer ao Humbah de que, tem estado à par dos artigos que ele tem escrito e que falam mal do Presidente, tentando mostrar-lhe que, as coisas, na realidade, não são bem assim, porque para falar de S.Tomé e Príncipe, tem-se que estar em S.Tomé bla bla bla bla...

O que Humbah estava à espera era, do momento em que se falaria do que, realmente, o levou ao tal encontro. Do momento em que se falasse do dinheiro que ele precisava para pagar as propinas, de forma a que tivesse direito a levantar o, tão almejado, diploma. Depois de tê-lo repreendido pelos artigos que escrevia, falando mal do Presidente, lá perguntou:

- Três mil!?- e continuou: - Não posso!!!Se quiseres dou-te mil...   - Com a mão esquerda puxou, um masso de notas que quase caia por quase não caber em sua mão, e com a direita, puxou duas notas de quinhentos euros, e esticou o braço com um sorriso nos lábios:

- Toma!!!

Mil coisas passaram pela cabeça do Humbah: - Recebo não recebo, ele esta a tentar calar-me para que eu não volte a escrever sobre ele, o que é que significa isso?! – E lembrou-se também que tinha, que pôr o orgulho de lado, porque apesar de tudo, pagar dois mil euros, não é o mesmo que pagar, três mil. Acabando assim, desgostosamente, como que engolindo um sapo, muito grande, pela sua garganta abaixo, recebendo o dinheiro quase cabisbaixo, e se despediu sem dizer:

- Obrigado!!!

Quase não conseguia olhar-se ao espelho, cada momento que relembrava daquele sorriso do Presidente, com a mão direita esticada, percebia que tinha sido subornado para não voltar a escrever coisas, a falar mal do Presidente. E pior, por tão pouco...

Como é fácil subornar alguém, não?!

Contou aos seus familiares mais próximos, o que achavam do sucedido. Falou com os amigos mais chegados sobre o sucedido, o que achavam disso...:

- Uns, disseram que ele, o Humbah Aguiar, não devia ter recebido o dinheiro, porque era uma forma de comprar, subornar, de silênciar e ainda por cima, por muito pouco. Outros disseram-lhe que, ele fez bem em receber o dinheiro, porque apesar da arrogância do Presidente, o dinheiro é dinheiro que ele rouba, do povo São-tomense...

E jurou nunca mais passar pelo mesmo. ”

 "A bondade é o único investimento que nunca vai à falência."
H. Thoreau

 Humbah Aguiar

Leeds 09-01-10

 In Humbah Aguiar E A Critíca.

 

  Comentários  
    
 

ferdinand mattos - London-UK

                                                                                                   

ok meus amigos isto e mais uma historia de ficçao do k a realidade tentam perceber entender bem a o conteudo dao relato e vao perceber.de qualquer forma um abraco. bem aja a todos ...Viva STP

 

Enviado 05/06/2011 12:46

 
    
 

KUA FE  - london

                                                                                                   

Meu amigo tu foste pior que as catorzinhas que ele abusa.

 

Enviado 25/01/2011 05:32

 
    
 

Glória do Rosário  - Lisboa

                                                                                                   

Mito ou Realidade? Gostaria de saber qual é a tua verdadeira intenção a escrever esta "história". Que pensas fazer a partir deste relato...? "O homem é a medida de todas as coisas"!

 

Enviado 16/01/2011 21:52

 
    
 

César Jesus  - Evesham-England

                                                                                                   

Meu caro Compatriota!!! So te escrevo para lhe dizer que nao devemos por o dinheiro em primeiro lugar! Se este cenario relata algo com certa veracidade, so devo lhe dizer que tens parte de culpa nisto...pois nao respeitastes o principio de uma boa conduta, pois manchastes a tua boa imagem ou o orgulho que existe em cada um de nos ser humanos devemos mante-lo em qualquer circunstancias que nos aparecem seja ele donde vier! Permita lhe dizer que foste subornado, e mesmo tendo percebido disto nao tivestes a corragem de devolver o dinheiro e lutar de outra forma mais clara para resolver o dito problema. O Diploma nao tem prazo para ser levantada, e mesmo k tivesse acredito que conseguirias levanta-lo a tempo! A nossa personalidade e o nosso espelho, devemos mante-lo limpo e transparente! Qual e a tua imagem perante o Presidente??? Sera que consegues escrever algo contra o Presidente!!! Nao estou contra o que aconteceu, por vezes somos confrontados em determinadas situacoes k so damos conta do erro muito depois...mas, permita-me que lhe diga k um dia tem 24horas tempo mas k suficiente para voltarmos atraz em qualquer decisoes erradas supostamente em estamos enseridos!!! Um abraco.... Cesar de jesus Evesham

 

Enviado 27/02/2010 13:51

 
    
 

Catarina  - USA

                                                                                                   

Humbah admira-me a tua coragem e frontalidade. Mas isso é Real ou apenas uma história?!bjs Parabéns pela coragem

 

Enviado 26/02/2010 15:39

 
    
 

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