Jornal Téla Nón
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Estudando a história de São Tomé e Príncipe, não precisamos realizar uma análise tão profunda para descobrirmos que os problemas actuais do país são consequências do vácuo de liderança existente no arquipélago. Esta não é uma conclusão baseada apenas nas recentes quedas e rupturas de governos e políticas. É precipitado concluir tão artificialmente, um dilema tão profundo na sociedade. Para isso, faz-se necessário olhar a história não com uma postura saudosista, mas entendendo a sua a herança e suas implicações para o futuro próximo. Em um breve estudo, identifiquei a existência de três gerações em épocas diferentes; a geração de 1936, a geração de 1953 e geração de 1991.
Na óptica de vários teóricos, uma educação eficaz num processo de desenvolvimento não é aquela que faculta ao homem apenas a acumulação de conhecimentos, mas também a capacidade de reflexão crítica acerca da sua própria condição de existência, incentiva-o para uma participação criativa no sentido de induzir mudanças significativas e constantes na sociedade em que se encontra inserido.
Esta educação não se resume apenas a um “depósito” de conhecimentos e pela inculcação/incorporação de valores e normas dominantes, mas, acima de tudo, deve propiciar aos indivíduos a capacidade de questionar, reflectir e ter uma participação activa na sua sociedade com vista a introdução de mudanças.
Ao abrigo do Direito dos cidadãos de apresentarem individual ou colectivamente, aos órgãos do poder político ou a quaisquer autoridades, petições, representações, reclamações ou queixas para defesa dos seus direitos, da Constituição, das leis ou do interesse geral - Artigo 60.º da Constituição da República Democrática de São Tomé e Príncipe, nós, abaixo assinados, estudantes bolseiros do Governo de S. Tomé e Príncipe em Portugal, vimos expor e solicitar a reflexão de Vossa Excelência e de demais pessoas de bem, do seguinte.
O problema que actualmente foca a identidade dos políticos são-tomenses e milhares de africanos como cidadãos que repartem as suas teorias ideológicas (se é que se pode afirmar que têm alguma) com as dos europeus e norte-americanos tem comprometido em certa medida os desígnios das Nações africanas, em particular a são-tomense.
O que se verifica é que não são a maioria dos são-tomenses que vão se transformando em estrangeiros e gerindo instituições governamentais e se inserindo na Assembleia Nacional como cidadãos representativos do nosso povo. A população carente e desesperada pelo emprego, pela a melhoria de condições salariais, educativas, sanitárias, etc.,
Há milhares de anos que a humanidade tem olhado para a mulher com olhos suspeitos, devido à sua capacidade quase que infinita de proporcionar a harmonia e o bem-estar no seio da comunidade, de lutar pela melhoria da condição de vida dos seus filhos, independentemente do eventual apoio por parte do cônjuge. Antigamente e, infelizmente, ainda nos dias de hoje, as mulheres têm sido usadas e abusadas sob todas as formas. De injustiças sociais, culturais ao direito da mulher enquanto ser humano, um longo caminho deverá ainda ser percorrido.
O governo liderado pelo Primeiro-ministro Patrice Trovoada caiu por várias razões, mas a principal causa é porque, o Presidente Fradique de Menezes não quer aplicar a Constituição política da Republica Democrática de S.Tomé e Príncipe, e continua a querer ter o governo sobre o seu domínio. Se não, vejamos se todos que acompanham a política são-tomense, não sabiam que:
- Há quando da constituição do governo do Patrice Trovoada cometeu-se 3 erros, cruciais:
1º- Já é complicado formar um governo de coligação, que implica a coexistência de, no mínimo, dois partidos, acrescentar, a este, mais um, o precipício governamental, não estaria a vista?! Não?!!
A situação de crise política em que, uma vez mais, se mergulhou S.Tomé e Príncipe, fora mais que prevista e analisada. Todos nós sabemos que o sistema político que vigora no país permite e permitirá, muitas vezes mais, sucessivas crises das instituições políticas.
É escusado colocar-se as culpas nos partidos políticos, porque já se viu que, nem se quer, têm uma ideologia partidária própria. Qual é o partido, que se pode chamar, partido de esquerda?! Qual é o partido que se pode chamar, partido de direita?!
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